As Formas Mais Reais da Extinção de Nossa Espécie - A Extinção Mais Eminente do que se pensa...

Publicado 10 Janeiro, 2013 por E. Luiz   


Quando se é mais jovem temos a vaga sensação de vivermos em um mundo calmo em que a única possibilidade de extinção na Terra é ser atingido por uma bomba-atômica, e ocorrendo um desastre eminente como um terremoto e ou a vinda de um asteroide em rota de colisão temos a breve sensação de que somos autossuficientes para rapidamente reagir ao fato tal como os filmes de Hollywood erroneamente nos fazem pensar. E se o correto é dizer que existe uma possibilidade remota de saber se um asteroide nos atingiria ou mesmo que soubéssemos não teríamos nenhuma (0.0000%) chance de reação? E em outro exemplo, se os maiores vulcões ativos do mundo resolvessem ‘estourar’ e mostrar toda a sua força, a humanidade teria uma chance de mais de 80% de ser extinta? Assim listamos abaixo quatro possibilidades mais eminentes e fatais para que possamos nos extinguir sem chance de reação.

Vulcões

Existe no mundo aquilo que se chama de supervulcões, os principais são a Caldeira de Yellowstone nos EUA que tem uma cratera de quase cem quilômetros de extensão; Lago Taupo na Nova Zelândia; o planalto de Deccan na Índia; Lago Toba na Indonésia que foi responsável pela erupção mais poderosa dos últimos dois milhões de anos; entre outros. Mas antes de dizer o perigo dos vulcões é necessário dizer que existem diferentes tipos deles, os mais famosos são os de formato em cones, que entre todos são os menos perigosos; há os vulcões submarinos que estão, claro, debaixo d’água e oferecem perigoso igual aos outros; e há as caldeiras, que não possuem o formato de cone, e sim são uma área de dezenas de quilômetros quadrados com planícies e formato como qualquer localidade do mundo, porém, possuem abaixo dessas terras uma bomba-relógio pronta para entrar em erupção e mandar tudo para os ares, e este é o mais perigoso tipo de vulcão no mundo. Embora muito se cite as maiores erupções ou maiores vulcões do mundo, é certo que os mais perigosos não estão entre esses, principalmente porque quando um vulcão sofre uma erupção fica muito tempo se ‘preparando’ para que possa realizar algum feito semelhante depois.

Uma parte da caldeira de Campi Flegrei, Itália
Uma parte da caldeira de Campi Flegrei, Itália

A revista Nature, a principal do mundo em questões científicas, relatou que nos últimos 14 mil anos, 19 erupções grandiosas ocorreram o que seria suficiente para cobrir um continente inteiro de cinzas e deixar o planeta no que eles chamaram de ‘inverno nuclear’. Assim os quatro vulcões mais perigosos do mundo são: os já citados Toba, Taupo e Yellowstone, além de Campi Flegrei na Itália, todos com reais chances de deixar um rastro de destruição para a humanidade sem precedentes deste tipo. Campi Flegrei, como exemplo, inchou mais de três metros nos últimos 50 anos, embora não se saiba se a culpa é o vapor vulcânico ou a preparação das lavas para expeliram. Yellowstone tem tido pequenos terremotos nos últimos anos, embora em relação aos outros tempos, está bem sossegado, das duas uma: ou a lava está se solidificando e tornando sua chance de atividade cada vez mais distante, ou está se preparando para explodir e mandar uma parte considerável dos EUA para os ares.

Vírus e Bactérias

Poucos sabem mas já faz alguns anos que a biomedicina têm monitorado alguns vírus que podem ter contexto destrutivo ao corpo humano e em larga escala globalmente. Alguns deles têm potencialidade maior de mortalidade e de alastramento do que a gripe H1N1, recentemente descoberta e ainda causando morte pelo mundo, e com forte potencialidade para evolução. Ao longo da história pestes e vírus ameaçaram a nossa espécie, a peste negra como exemplo, matava mais de 500 pessoas por dia no seu auge em Lisboa. Estima-se que quase 35% da população de toda a Europa tenham morrido na época por causa da peste negra (ou peste bubônica) em um prazo de cinco anos. Essa peste tinha uma cerca cadeia para chegar até a população, primeiro começavam pelos ratos– extremamente comuns nas ruas europeias pelo saneamento baixíssimo na época – através da bactéria Pasteurella Pestis (que se ‘infiltrou’ na Europa vinda provavelmente da Ásia), como os ratos também morriam com a doença, o número de pulgas teve acréscimo significativo (e estas também estavam contaminadas por sugarem o sangue dos ratos), já que essas pulgas precisam de sangue - e como se sabe o ser humano contém o suficiente - assim quando mordido por elas, a pessoa apresentava os primeiros indícios de contaminação: bolhas de pus e sangue nas áreas mais quentes do corpo. O que se seguiu foi que o número de mortes era tão grande e corriqueira que não haviam mais caixões ou lugares nos cemitérios para que os corpos pudessem ser colocados e enterrados.

Retratação da A Peste Negra, que matou cerca de 1/3 da Europa
Retratação da A Peste Negra, que matou cerca de 1/3 da Europa

Como se sabe, são poucos os vírus ou bactérias que destroem realmente o corpo a maioria é responsável por deixar o nosso corpo debilitado o suficiente que em conjunto com outros fatores deixem o nosso corpo sem chance de produção ou reação a doenças. Um vírus não foi ‘criado’ com a finalidade de matar seres humanos, como nós, ele apenas possui a necessidade de conservação através da reprodução, e a reprodução de um vírus só acontece quando ele consegue se infiltrar em uma célula, quando isso ocorre, não somente o vírus se reproduz mas a célula, inicialmente, também dando o contexto do porque são tão destrutivas, doenças causadas por vírus são a AIDS, febre amarela, hepatite, a famosa gripe, varíola, entre outros, a varíola como exemplo é conhecida desde 1500 anos antes de cristo, quando foi encontrado vestígios em uma múmia. Já as bactérias é o ser vivo mais numeroso existente em nosso planeta e, possivelmente, no universo, as doenças causadas são a tuberculose, pneumonia bacteriana, sífilis, cólera, leptospirose, entre outros. Portanto, uma pandemia poderia ocorrer a qualquer momento em nossa Terra (lembrando novamente que cientistas estão pesquisando doenças altamente fatais vindas do oriente, e lembrando que isso tem um agravante: cada vez mais esses organismos estão ficando resistentes a possíveis medicamentos; como exemplo, é altamente provável e atual uma nova luta contra a tuberculose, já que 12 pacientes na Índia foram contaminados por uma tuberculose totalmente resistente a drogas, o que está sendo chamada ‘A Revanche da Tuberculose’), seja por um vírus, bactéria, ou o que mais está gerando preocupação nos últimos anos e é parte do tema da próxima possibilidade de extinção: fungos.

Fome

Está ficando incontrolável o número de fungos que atacam as lavouras e ‘celeiros do mundo’ todo o ano. Estima-se que existam cerca de três milhões de espécies diferentes de fungos, o que seria um número suficiente para aniquilar todas as lavouras do mundo e deixar o mundo todo morrendo de fome, e não somente isso, mas também derrubar economias de vários países que dependem de exportações desses alimentos, como exemplo. Fungos (do reino Fungi) possuem como papel decompor o ‘material’ onde está presente, alguns fungos tem papel importante na agricultura: o Beauveria bassiana mata os gafanhotos presentes na lavoura; na comida: o Agaricus bisporus é o famoso cogumelo; na medicina: o Penicillium chrysogenum tem um nome sugestivo de sua utilidade, assim como em outras áreas. Mas outra boa parte pode ser prejudicial, os biólogos dizem que desde 1980 para cá, quase 25% das espécies de anfíbios sofreram a temível extinção, entre os fatores de destruição de habitat e aquecimento global, se figura nas Américas e na Austrália um dos responsáveis: o fungo Batrachochytrium dendrobatidis, que é causadora de uma doença que torna impossível a respiração dos anfíbios, o levando consequentemente à morte. Na questão das plantações, existem fungos que acabam com as raízes das plantas, outros que apodrecem o solo de nutrientes para que plantas possam crescer ali, mofo e podridão das folhas e frutos, entre outros que fariam qualquer pedaço de terra no seu quintal ficar estéril para crescimento de plantas e árvores. Em um mundo em que exportações de alimentos são comuns e vitais para alguns países, um alastramento de certos fungos levaria a uma falta de alimentos e erosão econômica sem precedentes.

O fundo na pele de um anfíbio, responsável pelo começo da extinção da espécie
O fundo na pele de um anfíbio, responsável pelo começo da extinção da espécie

Tirando os fungos de lado, temos outro agente que tem papel importantíssimo na agricultura: a abelha. Mas diferente dos fungos, o problema das abelhas é que elas se extinguindo, sendo que estes são os principais agentes para a fecundação das flores, ou seja, na polinização das plantas e sua reprodução. A grande preocupação é que este inseto (parente das formigas e as vespas) está se extinguindo e ou desaparecendo consideravelmente das áreas onde eles mais são úteis que são as plantações, Albert Einstein mesmo dizia que se as abelhas se extinguirem teríamos menos de quatro anos de vida e isso é porque não nasceriam mais uma parte extremamente considerável de plantas. Mas as abelhas estão rumando para o seu desaparecimento, no Brasil pesquisadores alertam que elas estão diminuindo consideravelmente nos últimos anos, estimasse que no sul do país quase 2/3 das colmeias já não existem. E isso possui culpados: os fungos e insetos. Ou, mais especificamente, os remédios e inseticidas que são utilizados contra eles, que tem enfraquecido as abelhas e as matado. Portanto, os nossos principais nutrientes estão em estado de alerta, e que pode, como várias civilizações sofreram durante a história em regiões especificas do mundo, causar completa dizimação.

Asteroides e Cometas

Imagine você que se um asteroide ou um cometa do tamanho de sua casa atingisse a Terra teria força para acabar com uma cidade inteira. Se você fosse do tamanho de uma cidade... Bom se for do tamanho de uma cidade razoavelmente grande daríamos adeus a nossa espécie em um prazo curtíssimo de tempo. O asteroide que atingiu a região da América do Norte e extinguiu os dinossauros, como exemplo, teve força maior de destruição maior do que se reuníssemos todas as bombas nucleares atualmente no mundo, e olhe que são muitas, e demorou cerca de 10 mil anos para que a poeira abaixasse. Acreditasse que existam um bilhão de asteroides pelo espaço e mais de 100 mil potencialmente perigosos para ameaçar os planetas deste sistema. Sabe-se que é impossível rastrear com certeza que um objeto de grande magnitude atinja a Terra, já que precisaria de milhares e milhares de telescópios apontados para todos os lugares possíveis do céu nosso planeta, mas poderia você se perguntar agora se não seria possível observá-lo a olho nu, o que também é impossível. Corpos como asteroides não refletem luz, e só pegariam fogo quando atingissem a atmosfera terrestre, e que como se sabe, seria tarde demais. Mas seria possível mandarmos bombas para destruirmos? Primeiro não há qualquer equipamento na Terra capaz de disparar uma bomba com a velocidade suficiente para que não se desviasse de sua rota quando atingisse o espaço, e os que alcançam não teria qualquer solução para o caso, já que o asteroide já estaria ‘na porta da nossa casa’. Assim, todos os cientistas que estudam o espaço julgam da mesma forma: só se saberá que um asteroide ou um cometa atingirá a Terra quando ele já atingir a atmosfera.

Cinturão de Asteroides
Cinturão de Asteroides

          Na década dos anos 90, dois asteroides passaram próximo do nosso planeta e os cientistas só ficaram sabendo depois que eles já haviam passado, um desses, em 1994, foi o asteroide que passou mais próximo de nós na história sem nos atingir: cem quilômetros de distância. Para se ter uma ideia a distância da Terra e a Lua é cerca de 380 quilômetros. Recentemente, em dezembro de 2012, um asteroide passou a uma distância de cerca de 1000 quilômetros, bem longe deste de 1994, mas aí a pergunta: se não é possível rastrear um asteroide, como souberam deste? É que este já está circundando a nossa órbita a certo tempo e é um dos poucos que estão sendo monitorados. Mas agora o que aconteceria conosco se algum destes corpos nos atingisse? Então vamos nos basear apenas quando ele adentrasse em nossa atmosfera, primeiro ele atingiria a uma velocidade próxima da velocidade da luz, depois seu material rochoso se aqueceria o suficiente para atingir mais de cinquenta mil graus Celsius, ou seja, superaria mais de 10 vezes a temperatura a superfície do sol, só isso já carbonizaria a maioria da população em um raio de mais de 200 quilômetros, só que não morreríamos disso primeiramente; você concorda que se jogarmos algo no mar, a água tem que se expandir para algum lugar para comportar tal objeto certo? E isso aconteceria da mesma forma com a atmosfera na Terra, sem mesmo atingir a terra firme, o asteroide ou cometa produziria uma pressão forte o suficiente para nos esmagar no mesmo instante. Quando finalmente atingisse a crosta terrestre, iria acordar todos os vulcões ativos ou inativos que estivesse próximo dali, e com o impacto subiria uma cortina de fogo e terra, aí que não seria mais possível enxergar o sol, a velocidade de sua destruição seria bem maior que a velocidade do som, e mataria primeiramente, não pela terra que estaria levando, mas pelo calor de sua cortina de fogo. Por exemplo, se um asteroide atingisse o outro lado do mundo, nós daqui sentiríamos um terremoto tão grande que superaria todos os níveis da escala Richter já registrado em dezenas de vezes maior. Se tal objeto atingisse o oceano, as ondas do mar atingiriam uma altura capaz de cobrir e derrotar qualquer coisa que viesse a frente até cobrir boa parte da Terra, os territórios não atingidos teriam que enfrentar ondas sucessivas de tsunamis e terremotos incomparáveis. Então em menos de cinco minutos nossa espécie estaria quase totalmente extinta.





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