A Ciência Ao Longo do Século XX - A Ainda nova Ciência do Século XX

Publicado 10 Janeiro, 2013 por E. Luiz   

pangeia

Os últimos anos científicos para Einstein não foram muito bons. Na verdade no século XX, os cientistas da velha escola da ciência não tiveram bons momentos. Até mesmo o sempre considerado homem mais inteligente da história, Kelvin, teve seus momentos de desagrado com os novos cientistas que descobriam fatores que desbancavam o que ele pensava. No caso de Einstein, o fator veio de dois cientistas: Rutherford e Bohr. O primeiro foi o homem que definiu o que é um átomo (mesmo que mais tarde seria mais bem definido) e o segundo foi o homem que deu o sinal verde para a teoria da física quântica. Acontece que Einstein não gostou desta última teoria e passou boa parte final da sua vida tentando provar que ela não tinha embasamento, proferindo a famosa frase ‘Deus não joga dados’. Kelvin se afundou no mesma prática ao afirmar que jamais a idade da Terra entraria nas casas dos bilhões.

O século passado foi responsável por um momento importante e já falado anteriormente: a descoberta do átomo e sua definição. O que se sabe é que um átomo possui uma espécie de nuvem ao seu redor que deixa seu núcleo intacto, este nuvem possui cargas negativas e é chamada de elétron, em seu núcleo temos os nêutrons (responsável pela massa do elemento) e o próton (responsável por dar o valor atômico ao elemento). Um dos problemas da nova ciência se concentra no elétron, ‘já que este ao mudar de órbita, desaparece de uma e reaparece imediatamente na outra sem percorrer o espaço intermediário’ (isso vindo do próprio criador da teoria, Niels Bohr, que ganhou o prêmio Nobel de Física em 1922). Essa é a base geral do estudo da mecânica quântica, criado por Heisenberg em 1926, e isso que desagradou Einstein, já que é impossível saber o comportamento disso tudo (sendo este que constitui tudo no universo), assim Einstein queria achar um padrão para isso. O interessante de tudo isso é que esse padrão realmente não existe, mesmo em teorias mais recentes de mundos de várias dimensões (em que termos como subir para baixo e descer para cima fariam todo o sentido), ainda há muito que não se sabe sobre o universo.

Um dos fatores interessantes descobertos – com a definição do átomo – é que não há como tocar nada e nem mesmo batermos em algo no universo, como tudo é constituído de átomos e em seu redor há os elétrons, as cargas negativas repelem tudo, assim não pisamos no chão e nem seguramos em algo, na verdade flutuamos sobre o piso por um espaço minúsculo.

Uma ideia de uma parte do atomo
Uma ideia de uma parte do atomo

Uma das grandes descobertas do século passado para a geologia foram as placas tectônicas. O que deu o âmbito suficiente para que fosse descoberta a existência da pangeia, e isso foi mais recente do que se pensa (somente na segunda metade do século passado que a teoria foi aceita). Entretanto, para os cientistas menos otimistas, esta descoberta seria a última grande relacionada a terra e sua formação, e diziam que as placas tectônicas daria resposta a tudo o que faltava para a geologia. O que foi um grande erro. Para entender todo esse contexto, é necessário dizer que a pangeia foi aceita como teoria válida porque existiam vários biólogos que não sabiam como um animal poderia ser encontrado tanto na África quanto na América, sendo fisicamente impossível o animal ter atravessado a Oceano Atlântico para isso. Então essa teoria responderia quase todas essas perguntas. Acontece que foi descoberto dali para cá evidências de que a pangeia talvez tenha tido um formato diferente do que conhecemos, principalmente porque novos animais que estão em diferentes localidades (ou blocos) não teriam se locomover até este local. As perguntas para isso é que se poderiam duas espécies ter evoluído em um mesmo instante? Impossível. Poderia essas espécies atravessar todo o território da pangeia em uma migração árdua? Pouco provável. Alias ainda há perguntas de como nós habitamos certas localidades, sendo impossível atravessar, como exemplo, um mar de mais de quinhentos quilômetros (sendo que a nossa espécie na época ainda não sabia nadar) rumo ao bloco que hoje é a Ásia. A própria idade da Terra gera, senão divergências, uma chance de erro de pequenos dois bilhões de anos. Hoje a técnica para saber a idade da terra une camadas de gelos em icebergs junto a radioatividade (sendo que o método do carbono 14 caiu em desuso), e a teoria é baseada na número de meia-vidas que um átomo possui (um átomo pode ter vida indeterminada, sendo impossível prever a longevidade de um) em um determinado material. Outro fato que poucas pessoas sabem, é que a ciência não sabe (de forma alguma) a distância exata de um planeta para outro, e menos ainda quanto se levar para chegar de uma galáxia para outra. E a margem de erro é maior do que pensa. Como exemplo, se você ler que algo está a uma distância de 500 mil anos-luz do sol, na verdade está entre 400 mil a 600 mil de distância.

Se existe uma ciência que podemos considerar ser o do momento, é a física. E isso deve perdurar por uns bons anos. E o ‘elemento’ responsável por isso é o átomo (sim, ele novamente), pois tudo se concentra conseguir destrinchá-lo, além de melhores formas de dividi-lo (quando se acende uma lâmpada fluorescente, isso já ocorre, já que próton se desgarra de seu núcleo), e temos também o famoso acelerador de partículas: que pode parecer difícil, mas é relativamente simples: se tem um próton de um lado e outro vindo em sentido contrário para que haja uma colisão e consiga saber se, entre outras coisas, a teoria do Big-Bang é realmente válida. Mas o que realmente é uma área atraente e totalmente nova é a teoria das supercordas. Ela reúne o chamado Bóson de Higgs (onde junto com as partículas glúon e fóton é responsável por transmitir forças) e o mais interessante de todos: os quarks (partículas que constituem partículas, e que junto com a partícula glúon é responsável por criar prótons e nêutrons). Quarks é algo tão fora de nosso mundo que primeiro, obedece a dois mundos distintos: a força forte e a força fraca, e possui portas concorrentes que dão ‘acesso’ de oito até 26 dimensões distintas. Mas isso é uma teoria que está em pleno desenvolvimento e pode até ser um dia uma teoria totalmente descartada, porém acredite que entre tudo que está sendo estudada no mundo hoje, essa é de longe a mais interessante (e mais promissora).

Ao todo, a ciência ainda é uma área que irá avançar e, diferente do que a maioria pensa, ainda tem muitas propostas para amadurecer e outras milhares para serem descobertas.





Comentários



Há 10 comentários:
  • xaqjgiossk

    comentou em 04/05/2015 06:39:25:
    czzueufnqmpefbufob, http://www.dkqfnglmea.com/ hsnnyepdvz

  • eqlgjshdnf

    comentou em 03/05/2015 10:27:44:
    rtgyeufnqmpefbufob, http://www.yftnisongw.com/ rkllxrcomq

  • chmlniifoo

    comentou em 02/05/2015 14:57:34:
    okhuvufnqmpefbufob, http://www.gmbggmgwef.com/ sfiqfssuvq

  • jgtahdnatj

    comentou em 01/05/2015 20:57:38:
    odmpjufnqmpefbufob, http://www.xqlhvttxzt.com/ xpnxoiyzua

  • zsvcxbtybw

    comentou em 25/07/2014 22:50:48:
    jbekfufnqmpefbufob, http://www.wnhwkrzwcq.com/ ksodzgtaym

  • vxntewoken

    comentou em 21/06/2014 20:41:41:
    zbdxhufnqmpefbufob, http://www.vfjtvnioff.com/ jgklqyjthq

  • HaroldDort

    comentou em 09/05/2014 10:11:21:
    So beneficial....looking forth to visiting again. My Website - http://journal-cinema.org/

  • EdwardBype

    comentou em 09/05/2014 09:12:36:
    Amazing....such a beneficial web page. My Website - http://journal-cinema.org/

  • Matthewnown

    comentou em 08/05/2014 20:53:14:
    Just on the internet checking things out ... enjoy the photos! I attempt to learn by checking out other pictures, also. my website - http://journal-cinema.org/

  • ReubenMi

    comentou em 01/05/2014 16:06:54:
    I like the perspective! my website - http://onlinesmpt200.com


© 2017 Templo de Atena. Todos os Direitos Reservados