Os Melhores Filmes de Todos os Tempos - Século XXI

Publicado 28 Fevereiro, 2013 por E. Luiz   


Esta lista reúne os melhores filmes feitos entre 2001 até os dias de hoje, o intuito dessa parte é demonstrar que os filmes deste nosso século demonstraram que a tecnologia é um fator que não ajuda em nada se não houver um roteiro que a sustente bem.

É interessante avaliar que os filmes escolhidos para o nosso século não estão totalmente em um campo de arte e nem em um somente de entretenimento puro, é sim uma junção que reuni, principalmente, uma história e qualidades técnicas capazes de prender quem o assiste em nossos valiosos minutos de vida. Portanto a lista final não segue só um único gênero, temos grandes obras que na verdade permeiam grandes diretores e roteiristas dos últimos anos do cinema. As obras que foram deixadas de lado, mesmo sendo boas, não entraram aqui por questões que precisávamos ter obras que não se acham todos os dias; e como dito anteriormente, que valessem ser inseridos em sua coleção de produções assistidas, ainda assim é certo que assistindo e gostando das produções abaixo você terá a visão correta em saber quais são os outros filmes que compensam ou não serem vistos nesses últimos anos do século 21.



Meninos e Lobos

Mystic River (2003) Warner Bros., Village Roadshow, NPV Entertainment


Meninos e Lobos

Meninos e Lobos (baseado no livro Mystic River de Dennis Lehane) liga histórias de três amigos que passaram por um trauma durante a infância. Porém algo ocorre que junta eles novamente depois que a filha de Jimmy Markum (interpretado por Sean Pean, papel que lhe valeu o Oscar) é assassinada, assim o filme foca ao mesmo tempo em um traumatizado Dave Boyle (Tim Robbins) e a suspeita de quem teria assassinado a filha de Markum. Clint Eastwood constrói seu melhor longa-metragem como diretor, inspirando o público a tirar suas conclusões a medida que são desvendados acontecimentos e psicológicos de cada personagem, e méritos também ao roteirista Brian Helgeland por conseguir transcrever de forma integra o impacto provocado pelo grande livro de Lehane. É difícil não se impressionar pela potência que Meninos e Lobos gera, seu final dá uma breve sensação de que as escolhas feitas ali não foram certas e diferente de filmes quaisquer, aqui não se procura a justiça, e sim retratar as coisas de forma crua e invariavelmente, da forma como são.



O Senhor dos Anéis Trilogia

The Lord of the Rings Trilogy (2001-2-3) New Line Cinema, WingNut Films, The Saul Zaentz Company


O Senhor dos Anéis Trilogia

Não há dúvida alguma que a trilogia do anel foi o filme mais importante para a indústria do cinema deste século junto à utilização da tecnologia em três dimensões proporcionada por Avatar. Porém enquanto Avatar é um filme muito ruim, O Senhor dos Anéis é uma obra muito louvável e somente sua última parte conseguiu ganhar onze Oscar (incluindo o de melhor filme), se tornando ao lado Ben-Hur e Titanic os filmes mais premiados pela academia. A primeira parte, A Sociedade do Anel, permeia a história de Frodo (Elijah Wood) que tem a missão de levar o um anel para ser destruído em uma montanha em pleno território inimigo. Essa parte inicial é considerada um marco de realismo e tecnologia, une fatores que principalmente equilibram esses últimos com um roteiro bem forte para o grande público. As Duas Torres, a segunda parte, é a menos forte de todas e mesmo assim possui um empenho em surpreender, isso é válido logo no início quando Gandalf - interpretado por Sir Ian McKellen – luta nos subsolos com uma criatura milenar, e isso segue em uma grandiosa guerra final. Porém a parte que sacramenta o status de clássico para O Senhor dos Anéis é realmente O Retorno do Rei, aqui o público consegue mensurar o que este século significa, trazendo intensas batalhas, um personagem digital irretocável (Gollum/Smeagol, ‘interpretado’ por Andy Serkis), sacrifícios e tudo mais o que se imagina de filme de aventura. O diretor Peter Jackson realmente se valeu pelo mais de cinco anos que ficou gravando a trilogia, e trouxe com todos os méritos a estupenda obra realizada por J.R.R. Tolkien.



007 Cassino Royale

007 Casino Royale (2006) Columbia Pictures, Eon Productions


007 Cassino Royale

A escalação de Martin Campbell como diretor para Cassino Royale foi recebida com certo desdém entre os críticos, isso porque ele tinha dirigido o considerado ruim Goldeneye anteriormente e parecia lógico que para dar novos ares a série não seria correto chamar um diretor que já havia dado sua contribuição para os numerosos filmes do agente secreto. Porém Campbell não apenas fez o melhor longa-metragem de 007 da história como também concluiu o melhor filme de espionagem de todos os tempos. Baseado no primeiro livro homônimo de Ian Fleming, Cassino Royale leva o início da carreira de James Bond (Daniel Craig) como agente secreto ao enfrentar um grupo de negociadores de armas contrabandeadas, e um dos pontos vitais para isso é vencer o vilão Le Chiffre (Mads Mikkelsen) em um jogo de Poker. Um dos grandes méritos dos roteiristas é manter várias relações com os filmes anteriores da série mas sem deixar com que o filme perca o realismo e – principalmente – sem que o charme que um filme de 007 carrega seja deixado de lado. Pontos também para Eva Garden como a Bond girl Vesper, assim como o sempre bom trabalho de Judi Dench como M (que ganharia um grandioso destaque em Operação Skyfall) e também Giancarlo Giannini como Rene Mathis. Mas o certo aqui é que Cassino Royale, diferente dos outros filmes – não somente para aqueles que gostam da série de Fleming e sim todos que gostam de assistir um longa completo e que não cai em sua qualidade em nenhum instante em seus 144 minutos.



Voo 93

United 93 (2006) Universal Pictures, Studio Canal


Voo 93

Paul Greengrass – conhecido mais pelo trabalho realizado na trilogia Bourne (embora tenha saído mais um filme, porém não foi dirigido por ele) – tinha tudo para não aceitar dirigir um longa como Voo 93. Enquanto Oliver Stone foi mais para o lado emocional em seu filme sobre o acontecimento de 11 de setembro, Greengrass preferiu fazer um roteiro mais cru e apenas demonstrar o que aconteceu de fato no dia em que um avião (United 93) foi tomado por terroristas, mas foi tragicamente derrubado na tentativa de seus passageiros tomarem o controle da cabine do piloto terrorista. Alguns possivelmente acharam Voo 93 um tanto burocrático e com a filmagem mais documental (na qual Greengrass é escolado) tenham a falsa sensação de estarem defronte a filme de poucas características para ser grande, mas o fato de ter ganhado numerosos prêmios de vários grupos de críticos e grupos da indústria mostram que Voo 93 é definitivamente o melhor – de longe – filme sobre os atentados acorridos no norte da América.



O Labirinto do Fauno

El Laberinto del Fauno (2006) Estudios Picasso, Tequila Gang, Esperanto Filmoj


O Labirinto do Fauno

Filmes de fantasia se tornaram famosos neste nosso século, desde que O Mágico de Oz eternizou o gênero a muitos anos atrás que não se tem tantos filmes deste estilo com um grande nível de quantidade (embora seja correto dizer que existam no momento mais ruins do que bons para se assistir). O Labirinto do Fauno é um filme espanhol que nos entrega uma fábula simples em tempos de fascismo, e na visão de uma garota chamada Ofelia (Ivana Baquero) nós entramos em um mundo de criaturas que ditam os acontecimentos de um teste para saber se a menina é digna de entrar em um reino mágico. Para quem não assistiu ao filme, ler uma trama assim pode dar a sensação de que estamos falando de algo bobo, porém Guillermo del Toro não abandona a inocência ao entorno que o equilibra ao colocar Vidal (Sergi López) diante da ‘busca’ da realidade que se deseja não acreditar. O Labirinto do Fauno ganhou vários prêmios da indústria que viram um filme estrangeiro com grande potencialidade técnica e de uma história infantil se tornar mais do que se espera depois de telegrafá-lo.



Na Natureza Selvagem

Into the Wild (2007) Paramount Vantage, Art Linson Productions


Na Natureza Selvagem

Sean Penn dirige aqui um filme que não é perfeito mas que deixa o espectador com a sensação correta do que se busca em sua história ao final. Baseado em uma história real, o roteiro de Sean Penn se baseia no livro de Jon Krakauer, na qual leva a vida de Chris McCandless (Emile Hirsch), um jovem rico que se forma mas vê que a sua família é pouco palpável nos princípios que ele busca, e começa assim uma caminhada rumo ao Alaska. Muitos ao descreverem esse filme vão argumentar que ele se molda durante a jornada ao conhecer grandes personagens, porém o certo aqui é que ele é quem transforma, mesmo que minimamente, as pessoas na qual ele conhece, construindo assim uma passagem de acontecimentos ultimamente necessários quando ele chega ao seu ponto final. Méritos aqui para Hal Holbrook como Ron Franz que faz uma atuação única em sua carreira (na qual foi indicado ao Oscar e só perdeu porque estava concorrendo com um imbatível Javier Bardem), o ator participa de um diálogo imperdível e que molda a parte final do longa, e é importante citar também o bom trabalho de Eddie Vedder na trilha sonora. Assim na parte final de Na Natureza Selvagem, quando McCandless chega ao Alaska, ele enfrenta um dilema na qual não tem como fugir; sozinho, cansado, e sem chance de sair do local que escolheu, ele escreve seu epitáfio ao relatar que a felicidade só é verdadeira e completa quando se é compartilhada.



Onde Os Fracos Não Têm Vez

No Country for Old Men (2007) Paramount Vantage, Miramax Pictures, Scott Rudin Production


Onde Os Fracos Não Têm Vez

Existem filmes violentos aos montes, porém na maioria deles falta um tanto de inteligência e teor técnico qualitativo para que fiquem realmente bons. Este longa contém todas as características de um filme potencialmente violento (de forma realista) e não perde o ‘ponto’ para prender quem o assiste. Os irmãos Coen fazem aqui um trabalho difícil, tanto pelos locais de locação quanto o tempo que levaram em finalizar o filme, mas além de fazerem um estupendo trabalho final ainda conseguiram trazer um dos maiores vilões já concebidos pelo cinema: Anton Chigurh, que é interpretado por Javier Bardem (que lhe valeu o Oscar). O roteiro feito aqui conta a história de um homem chamado Llewelyn Moss (Josh Brolin) que acha dois milhões de dólares perto de um rio, porém o que poderia ser considerado sorte acaba quando se descobre que o dinheiro é de acordos entre traficantes, assim começa uma caçada por Moss, sendo que este não deseja desfazer do dinheiro. Baseado em uma HQ com nome original ‘Onde os Velhos Não Têm Vez’, a história se condensa de forma com que todos tenham uma sensação de afunilamento do ponto de vista do protagonista , assim como uma questão de não saber com que o está lidando de outro ponto, que seria o personagem Tom Bell interpretado por Tommy Lee Jones. Certamente, Onde os Fracos Não Têm Vez é um dos melhores e maiores filmes do nosso século, e continuará sendo enquanto se der ênfase a filmes bons como este.



Sangue Negro

There Will Be Blood (2007) Paramount Vantage, Miramax Films


Sangue Negro

Sangue Negro é realmente um filme que deixa o espectador preparado para uma ode à ganância e em termos técnicos eleva a possibilidade de ver um grande diretor e ator em seu auge. Daniel Day-Lewis incorpora aqui Daniel Plainview, um homem que vê no petróleo uma forma de ficar rico, e junto com seu filho (adotado depois de um trágico acidente) H.W., e Paul Dano que representa de forma icônica um ganancioso pastor que percebe na relevância de Plainview uma forma de se enriquecer. O diretor Paul Thomas Anderson dá pouca ênfase na maioria das vezes ao diálogo, tanto que o filme demora a engrenar uma simples conversa, porém é exatamente aqui que o filme ganha, pois equilibra os momentos de forma muito bem mensurada, tanto que o final do longa-metragem ganha duas importantíssimas conversas que fecham o contexto sublime de sua principal proposta, e se tornou um ícone do cinema ao introduzir uma estranha palavra, porém muito bem casada ao contexto, ao mencionar o milk-shake em uma consequência da ganância para um dos lados da história.



Batman O Cavaleiro das Trevas

The Dark Knight (2008) Warner Bros., Legendary Pictures, Syncopy


Batman O Cavaleiro das Trevas

Poucos filmes de super-heróis tem a força latente em mensurar tão bem os aspectos do que é ser um salvador das trevas, quanto O Cavaleiro das Trevas propõe ao personagem criado por Bob Kane e Bill Finger em 1939. O diretor Christopher Nolan acerta as pontas e defeitos contidos no seu Batman Begins, e traz uma trama mais palpável e com aspectos de moralidades, dilemas e tragédias. Claro que o grande ponto do filme fica com o Joker (Coringa) interpretado por Heath Ledger (que lhe valeu um Oscar póstumo), e Nolan mostra o vilão logo no começo do filme sem muitos rodeios, e com isso a trama do filme ganha mais velocidade, embora a sua duração seja cerca de duas horas e meia. Pontos aqui também para a interpretação de Aaron Eckhart como Harvey Dent (personagem que é um dos focos do O Cavaleiro das Trevas Ressurge), que se transforma em Duas-Caras. Os vilões aqui são o foco – embora o Batman de Christian Bale seja a base de toda a trama – e suas concepções são bem melhores do que as realizadas anteriormente como o Coringa de Jack Nicholson, e o Duas-Caras de Tommy Lee Jones. Em si O Cavaleiro das Trevas realmente não é um filme culto, porém é a massivo para quem procura uma grande produção que mantém seu roteiro intacto e superior a qualquer outro filme de HQs realizado até então.



Bastardos Inglórios

Inglourious Basterds (2009) Universal Pictures, Weinstein Company


Bastardos Inglórios

Além de ser a obra máxima de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios se torna um dos melhores (senão o melhor) filme que tem o ambiente passado na época da segunda guerra mundial. Temos um inspiradíssimo e estupendo (que pode ser um dos maiores já concebidos pelo cinema) diálogo logo no começo entre o coronel Hans Landa (interpretado com maestria por Christoph Waltz) com um camponês que abriga judeus, e aqui desponta para duas tramas que serão ligadas posteriormente, uma é a judia Shosanna (Mélanie Laurent) que busca ter uma vida normal ao gerir um cinema, e a outra história é um grupo responsável por matar nazistas liderado por Aldo Raine (Brad Pitt que protagoniza uma hilária cena na qual tenta se passar por italiano). Tarantino não priva o telespectador de longos diálogos assim como não abre mão de fazer uma sanguinária matança no final, que ousa reeditar a história da humanidade, que neste caso não seria nem um pouco ruim se tivesse ocorrido realmente.



Toy Story 3

(2010) Pixar, Walt Disney


Toy Story 3

Personagens como Woody (com voz de Tom Hanks) e Buzz Lightyear (Tim Allen) já se tornaram ícones ímpares no cenário de animação. Porém com Toy Story 3 o roteirista John Lesseter e o diretor Lee Unkrick conseguiram deixar as animações em um ambiente bem mais do que respeitável, com este filme eles manipularam a forma mais soberana de unir os fatores que um live-action não faria, e a premissa ainda mais palpável da amizade. Claro que as animações da Pixar sempre pautam para o valor que se deve dar aos amigos, e aqui eles elevam isso ao saber também o valor da partilha. Andy (John Morris) cresceu e agora deve ir ao colégio, e em consequência disso não brinca mais como antes com seus brinquedos favoritos, assim Woody e companhia vão a uma creche, onde sonham que serão melhores valorizados. A questão aqui, além do trabalho incrível de colorização e renderização dos personagens, é o equilíbrio entre poder ser assistido tanto por adultos quanto crianças, isso porque quando você chegar ao meio de Toy Story não vai mais se importar se está assistindo uma animação ou não, massificando a potencialidade deste terceiro capítulo da história de brinquedos.



Cisne Negro

Black Swan (2010) Fox Pictures


Cisne Negro

Talvez filmes sobre balé deixem as pessoas com a intuição de que este tipo só vai agradar a quem gosta dessa arte. Porém o filme de Darren Aronofsky é um clássico instantâneo ao contar os detalhes mais íntimos e profundos de uma bailarina chamada Nina interpretada por Natalie Portman (que lhe deu um merecido Oscar de melhor atriz), que tem o desafio de fazer parte da peça ‘Cisne Negro’, na qual tem que interpretar um lado bom e mau, retratando a história eternizada pela música de Tchaikovsky. Os acontecimentos ganham empenho aqui quando se percebe a mente ‘dupla’ que Nina constrói ao se alimentar da necessidade de ser uma bailarina brilhante, e isso fica claro em um estranho - porém poderoso – final, quando ela literalmente – aos nossos olhos, pelo menos – se transforma em um cisne negro. Poucos filmes impressionam ao ousar quanto Cisne Negro, o próprio ícone e querido filme de balé, Sapatinhos Vermelhinhos, não se aplica como comparação pois contém fatores totalmente inversos a este. Em suma, este é um filme forte, ousado e inesquecível (para o bem ou para o seu mal).



O Artista

The Artist (2011) Studio 37, La Petite Reine, Lá Classe Américaine


O Artista

Embora muito se diga que O Artista seja uma homenagem ao filme preto e branco, o longa na verdade é uma grande história do cinema como um todo. Poucos poderiam imaginar que, como dito, uma produção P&B e ainda mudo poderia se tornar um dos melhores (senão o melhor) filme do século XXI. Cada cena de O Artista é de uma genialidade plausível, há sim referências de outros filmes das primeiras décadas do cinema, mas há algo a mais que torna ele único. Jean Dujardin merece o Oscar que recebeu pelo papel de George Valentin, um grande astro do cinema mudo que vê sua carreira desabar ao se tornar popular os filmes sonoros. Deixe qualquer preconceito de lado, e assista ao O Artista (vencedor do Oscar de melhor filme), pois tudo o que cinema representa está aqui.



Amor

Amour (2012) Wega Film, Les Film du Losange


Amor

Embora não seja para um público sedante em arrasa-quarteirões, a obra-prima de Haneke está longe de ser dramático ou meloso como milhares de filmes tratam o tema de moribundos, aqui o diretor austríaco coloca, ás vezes literalmente, o tema para o lado inverso das coisas. Logo no começo Amour demonstra sua preocupação em, de forma inconclusiva, deixar as propostas – aparentemente principais – de lado, praticamente o expelindo de forma com que o público manipule o lado ‘lógico’ das coisas. Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) nos entregam os personagens além dos 80 anos de idade mais realísticos e palpáveis da história do cinema, ambos entram não em dilemas de moralidade no filme, sendo que Georges deve cuidar de sua esposa Anne depois de um ataque que a deixa debilitada, e sim entram na parte em que a ‘vida é a vida’, e o amor pode ter contornos diferentes do que se pensa para se tornar real.



As Aventuras de Pi

Life of Pi (2012) Fox 2000 Pictures, Haishang Films


As Aventuras de Pi

As Aventuras de Pi – baseado na obra de Yann Martel, A Vida de Pi (2001) – é realmente uma obra notável que mereceu todos os méritos que conseguiu até então na indústria cinematográfica, tanto em questão de prêmios quanto em sua grandiosa bilheteria mundial. O diretor Ang Lee (consagradíssimo pelos filmes como O Tigre e o Dragão e O Segredo de Brokeback Mountain, este último lhe valeu o primeiro Oscar como diretor) faz aqui um longa-metragem que é uma mistura de fabula com questões de religiosidade e principalmente do fantástico diante do inimaginável, a fotografia estupenda ajuda a contar de forma ímpar (já que é impossível imaginar que o livro de Martel fosse melhor do que a visão dada por Lee) um garoto chamado Pi Patel (Suraj Sharma) que se vê obrigado a sair da Índia para que sua família prospere melhor fundando um zoológico no Canadá, porém um trágico naufrágio faz com Pi seja o único sobrevivente. Porém Pi é o único sobrevivente humano na questão porque ele se vê na companhia de quatro outros sobreviventes, um camundongo, uma zebra, uma hiena e um tigre-de-bengala. A aventura aqui é uma viagem estupenda muito bem apoiada pelos seus espetaculares efeitos visual, há uma cena em que a câmera vai adentrando ao oceano e vai revelando a vida marítima de forma que é realmente mágica. Se existe uma produção que mescle qualidade e filosofia que você deve conferir é As Aventuras de Pi.



Artigos Relacionados



Comentários



Nenhum comentário.


© 2017 Templo de Atena. Todos os Direitos Reservados